Vantagens e os principais obstáculos de recuperação
do património musical madeirense no contexto educativo
Docente: Paulo Esteireiro
Discente: Georgy Titov
Data: 07.05.13
No âmbito da disciplina de Ciências Musicais, leccionada pelo Dr.º Paulo
Esteireiro, integrada na Licenciatura em Educação Musical realizada pelo
Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE) foi proposto aos alunos a realização um pequeno texto, com
500 a 600 palavras, sobre as vantagens e os principais obstáculos de
recuperação do património musical madeirense no contexto educativo. Indicar
também algumas estratégias possíveis para o futuro da educação artística, no
que concerne à defesa do património musical local.
Para falar de possíveis vantagens e
principais obstáculos de recuperação do património musical madeirense no contexto
educativo queria definir, o que é que nos podemos considerar um património
musical (e cultural).
Com
acordo de Wikipedia “Património … cultural é o conjunto de todos os bens,
materiais ou imateriais, que, pelo seu valor próprio, devem ser considerados de
interesse relevante para a permanência e a identidade da cultura de um povo... O património é a
nossa herança do passado, com que vivemos hoje, e que passamos às gerações
vindouras.” (Consultado 06.05.2013).
Então
posso deduzir deste definição que o património (cultural) é algo dinâmico, em
constante desenvolvimento com vector direccionado de passado para futuro, um
laboratório de presente, e não algo estático, como "Folhas muertas"
das partituras de século passado.
No mundo onde fala-se muito de globalização,
cultura e património de qualquer região é único modo de sobreviver para
economia local - e não preciso supervisão dos Phd's para resolver esta questão,
não é por acaso nos restaurantes do Funchal raramente servem "fish and
chips" mas sim, espada com banana. E, mais sedo ou mais tarde, necessidade
de sobreviver vai obrigar agentes de cultura (artistas) desta região se
virar a procura do tal património. Só que logo levanta-se a outra questão - o
que é que realmente este património?
Se analisando a partitura do séc. XIX escrita
pelo autor Madeirense eu vejo só uma fraca imitação de uma obra conhecida feita
na mesma época por um compositor famoso, será que pode considerar isso uma
parte de património valioso?
Ou património é algo único, próprio, que se
defere das todas imitações e realmente traz uma identidade cultural?
E talvez o património mais valioso de Ilha
da Madeira e aquela situação única geográfico – cultural, que é mistura de
estremo isolamento insular com influências das culturas mais fortes dominantes
que cursaram-se neste arquipélago? Não é por acaso dizem que ideia de Cristóvão
Colombo descobrir um novo caminho para as Índias nasceu neste arquipélago.
Impossibilidade juntar-se aos grupos
culturais de microculturas fechadas (por exemplo aqueles microculturas e
subculturas que florescem no Portugal e toda Europa continental) como música erudita, jazz, heavy metal, hip hop, club music, folc etc.) e proximidade num território tão
pequeno os agentes e adeptos das micro e subculturas tão diversos também é o
património deste região, tanto como uma canção ou obra de compositor madeirense?
Acesso de população ao WWW (internet) + isolamento insular também é uma
situação única, que pode ser considerada parte de património cultural? Afinal
onde é que esta escondido o verdadeiro tesouro de património regional?
Então um dos problemas que eu vejo aqui é saber
identificar, o que é que podemos considerar o património desta região, e o que
é que apenas uma camada de “lixo” cultural que é comum para todos países da
Europa.
O próximo problema, depois de descobrir a sua
identidade cultural, é saber como se pode trabalhar este património, porque sem
integração dinâmica com cultura e paradigmas de actualidade, este mesmo
património pode se tornar numa pedra pesada no pescoço de cultura local. (como
acontece com aquilo que chamado as vezes “música clássica” em sertãs
circunstâncias, uma arte fechada em si, por este razão prefiro termo “música
erudita” que permite uma abertura muito maior).
O professor no seu Power Point Ciências Musicais VI ” Património Musical Local na Educação” (Esterieiro 2013) diz que “o acesso fácil às melhores produções musicais mundiais faz com que os alunos nem sempre estejam abertos à cultura local, a qual, por comparação, poderá parecer menos atraente em certas circunstâncias.”(Esterieiro 2013:23) …“Crianças e jovens CONHECEM a música de outros povos, principalmente de culturas dominantes como a inglesa e a norte-americana” .” (Esterieiro 2013:08)
O professor no seu Power Point Ciências Musicais VI ” Património Musical Local na Educação” (Esterieiro 2013) diz que “o acesso fácil às melhores produções musicais mundiais faz com que os alunos nem sempre estejam abertos à cultura local, a qual, por comparação, poderá parecer menos atraente em certas circunstâncias.”(Esterieiro 2013:23) …“Crianças e jovens CONHECEM a música de outros povos, principalmente de culturas dominantes como a inglesa e a norte-americana” .” (Esterieiro 2013:08)
Isso no meu intender é como dizer que “o aceso
fácil ao caviar e champagne Perrier-Jouët faz que é muito difícil
despertar o interesse dos alunos para o menu de cantina da escola básica
secundaria de Fajã de Ovelha”... Uma comparação injusta de património
trabalhado e de uma longa história de preservação e desenvolvimento cultural (champagne perrier - jouet neste caso) com património
fictício inventado pelo chefe de cantina.
E o que é que esta cultura popular inglesa e norte-americana esta mencionada aqui? Porque é que esta cultura está culpada por todo lado como cultura predominante acessível, que tira toda atenção dos alunos das coisas realmente importantes como património da sua região?
E o que é que esta cultura popular inglesa e norte-americana esta mencionada aqui? Porque é que esta cultura está culpada por todo lado como cultura predominante acessível, que tira toda atenção dos alunos das coisas realmente importantes como património da sua região?
Cultura inglesa e norte americana de meu ponto de vista, é o património
destes países (Inglaterra e USA) - o património vivo no seu sentido dinâmico,
e não é réplicas dos ossos dos dinossauros imaginários que servem para escrever
dissertações e defender doutoramentos, receber as diplomas que servem só para
tapar uns buracos vazios.
Não é surpresa nenhuma que os alunos acham
que a cultura local parece… pouco
atraente.
E, por enquanto vocês tentam ensinar os alunos que Cancioneiro de Música tradicional Madeirense melhor do que ultimo espirro de Justin Biber ou Lady Gaga, é uma batalha perdida a priori.
Não é melhor tentar a dar uma explicação aos alunos, como é que agentes destas culturas (ingleses e norte-americanos) conseguiram tornar o seu património no algo tão atraente, universal e até lucrativo?
Só quando professores de educação musical vão conseguir dar aos alunos uma visão dinâmica de património como algo vivo com propriedades únicos é distintos, deferentes das outras culturas, tal unicidade que pode dar "lucro" de futuro sucesso em frente das outras culturas.
E, por enquanto vocês tentam ensinar os alunos que Cancioneiro de Música tradicional Madeirense melhor do que ultimo espirro de Justin Biber ou Lady Gaga, é uma batalha perdida a priori.
Não é melhor tentar a dar uma explicação aos alunos, como é que agentes destas culturas (ingleses e norte-americanos) conseguiram tornar o seu património no algo tão atraente, universal e até lucrativo?
Só quando professores de educação musical vão conseguir dar aos alunos uma visão dinâmica de património como algo vivo com propriedades únicos é distintos, deferentes das outras culturas, tal unicidade que pode dar "lucro" de futuro sucesso em frente das outras culturas.
Só quando os professores vão ensinar os
alunos de trabalhar o património local (como trabalharam os ingleses e
norte-americanos este seu património) e tornar ló num êxito que capaz de erguer
orgulhosamente junto aos outros patrimónios culturais, podemos despertar
interesse ao património local de parte dos alunos de educação musical.
E, para dizer a verdade, o património da ilha da Madeira não precisa de ser defendido, não preciso um choro dos doutores de Educação Musical. E quem não vê este património vivo e vibrante está realmente sego. Basta assistir um ensaio de uma banda de rock/pop dos adolescentes Madeirenses qualquer - tirando uma camada de lixo de imitação de tais culturas predominantes mencionadas anteriormente, um ouvinte atencioso vai sempre reconhecer intonações e articulações características deste pais e desta região (Madeira) (ou, aliás, acho para quem vão tentar, mesmo com má intenção tirar a forca e por propósito esta identidade cultural deste povo não vão conseguir!) – só tenho de dizer com uma grande pena, que neste arquipélago com tantas Phd´s ligados ao cultura e as artes não há ninguém, quem podia ajudar aos estes músicos desgraçados desenvolver estas características próprias e únicas em algo tão forte, como música dos ingleses e norte-americanos, permitindo mostrar a beleza do seu património em toda a plenitude e adequado aos tempos modernos.
E, para dizer a verdade, o património da ilha da Madeira não precisa de ser defendido, não preciso um choro dos doutores de Educação Musical. E quem não vê este património vivo e vibrante está realmente sego. Basta assistir um ensaio de uma banda de rock/pop dos adolescentes Madeirenses qualquer - tirando uma camada de lixo de imitação de tais culturas predominantes mencionadas anteriormente, um ouvinte atencioso vai sempre reconhecer intonações e articulações características deste pais e desta região (Madeira) (ou, aliás, acho para quem vão tentar, mesmo com má intenção tirar a forca e por propósito esta identidade cultural deste povo não vão conseguir!) – só tenho de dizer com uma grande pena, que neste arquipélago com tantas Phd´s ligados ao cultura e as artes não há ninguém, quem podia ajudar aos estes músicos desgraçados desenvolver estas características próprias e únicas em algo tão forte, como música dos ingleses e norte-americanos, permitindo mostrar a beleza do seu património em toda a plenitude e adequado aos tempos modernos.
Ok …reparei agora que o meu texto já
ultrapasso 600 palavras requisitadas pelo professor…Mas eu tenho uma desculpa
perfeita - quem sabe, talvez este mesmo texto, escrito em Português tão mau,
vai ser considerado de património cultural desta região daqui 100 anos?
Pois, no
meu intender, (vou reescrever agora a famosa wikipedia) o património é aquela
forca que leva um povo, uma nação, uma cultura para o seu futuro.
Bibliografia/Webgrafia utilizada
Power Point Ciências Musicais VI
”Património
Musical Local na Educação” (Esterieiro
P. 2013)
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